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Sexta, 29 Junho 2018 17:50

Victoria de Sulocki classifica como genocídio as mortes praticadas pela polícia contra civis no Rio

No debate travado antes da pré-estreia do documentário Auto de resistência, dos diretores Natasha Neri e Lula Carvalho, sobre homicídios praticados pela polícia contra civis no Rio de Janeiro, no Cine Odeon, no Centro do Rio, no dia 21 de junho, a presidente da Comissão de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Victoria de Sulocki (foto), afirmou: “As mortes cometidas pela polícia são um genocídio que se iniciou com os índios, depois passou para os negros e se arrasta até hoje”. Lançado nesta quinta-feira (29/6), o filme acompanha a trajetória de personagens que lidam com essas mortes em seus cotidianos, mostrando o tratamento dado pelo Estado a esses casos, desde o momento em que um indivíduo é morto, passando pela investigação da polícia, até as fases de arquivamento ou julgamento por um tribunal do júri.

Victoria de Sulocki disse que a escravidão negra no Brasil só acabou formalmente. “O que assistimos hoje são corpos negros com os quais o Estado não tem absolutamente nenhuma preocupação”, afirmou. Para a advogada, nada irá mudar enquanto a sociedade brasileira não entender que a escravidão está na raiz dos problemas. “Enquanto nós tivermos essa parcela da população brasileira não sendo reconhecida enquanto pessoa, jovem, adolescente, estudante, nós teremos esse genocídio”, concluiu.



Também participaram do debate, mediado pela jornalista Flávia Oliveira, o defensor público Daniel Lozoyla, o advogado ativista de direitos humanos Rodrigo Mondego e integrantes dos grupos Mães de Manguinhos e Rede de comunidades e movimento contra a violência. A exibição do filme fez parte do projeto Cineclube Direito em Movimento, iniciativa da Caixa de Assistência dos Advogados do RJ (Caarj), que conta com o apoio do IAB.