Quinta, 01 Novembro 2018 20:42

Parceria firmada com a Aasp, que tem 85 mil membros em todo o País

Da esq. para a dir., Carlos Eduardo Machado, Rita Cortez, afirmou Luiz Périssé Duarte Junior, Renato José Cury e Antonio Laért Vieira Junior Da esq. para a dir., Carlos Eduardo Machado, Rita Cortez, afirmou Luiz Périssé Duarte Junior, Renato José Cury e Antonio Laért Vieira Junior

Fundada em 1943, com o objetivo de enviar aos escritórios de advocacia recortes das publicações no Diário Oficial referentes a intimações judiciais, que por determinação do Código de Processo Civil de 1939 deixaram de ser entregues pelos oficiais de justiça, a Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp), que hoje ministra cursos sobre o uso da inteligência artificial no exercício da profissão, é a nova parceira do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) para a realização de atividades acadêmicas e culturais. Na sessão ordinária desta quarta-feira, no plenário do Instituto, a presidente nacional do IAB, Rita Cortez, assinou Termo de Cooperação com o presidente da Aasp, Luiz Périssé Duarte Junior, e o vice-presidente da entidade, Renato José Cury.

O presidente da Aasp informou que a entidade tem 85 mil membros em todos os estados – no Rio de Janeiro, são pouco mais de 500 – e distribui aos seus associados, por meio eletrônico, a cada mês, seis milhões de publicações forenses relativas a 114 Diários Oficiais. “O que antes fazíamos com recortes impressos, hoje fazemos eletronicamente”, afirmou Luiz Périssé Duarte Junior, para quem “o convênio será profícuo tanto para a Aasp quanto para o IAB, sobretudo na defesa das prerrogativas da advocacia”.  Segundo Rita Cortez, “a Aasp é uma entidade respeitada em todo o país e reforçará o desenvolvimento de atividades culturais e acadêmicas, de enorme importância, especialmente neste momento difícil para a advocacia, que exige atuação conjunta das entidades que a representam para garantir o respeito às prerrogativas”.

A advogada elogiou a iniciativa da nova parceira, no sentido de promover cursos voltados para que os advogados dominem as novas ferramentas tecnológicas que, ressaltou Rita Cortez, não podem substituí-los no exercício da profissão. De acordo com o vice-presidente da Aasp, a entidade está preparando os advogados para o futuro. “A forma de exercer a profissão não será a mesma daqui a cinco anos, com o uso cada vez maior da inteligência artificial”, afirmou Renato José Cury. Segundo ele, “o advogado continuará sendo indispensável à justiça, mas terá que se adaptar à máquina, que jamais irá substituir o ser humano”.