Quinta, 11 Junho 2020 20:28

Presidente da Sobratt diz que teletrabalho aumentou a produtividade na pandemia

O presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), Luiz Otávio Camargo Pinto, ao participar de uma live no Instagram do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), nesta quinta-feira (11/6), afirmou: “O teletrabalho, que foi implementado de forma obrigatória em razão da pandemia, trouxe ganhos e aumentou a produtividade, mas não será a panaceia para todos os problemas”. A conversa, que girou em torno do tema ‘Teletrabalho: o novo normal’, foi conduzida pela representante institucional do IAB no Estado de São Paulo, Luciana Slosbergas.




Luiz Otávio Camargo Pinto, que é membro efetivo do IAB, fez uma análise da adoção do regime home office, por conta do isolamento social imposto pela pandemia. Primeiramente, ele explicou que “teletrabalho é toda atividade intelectual realizada remotamente, por meio do uso da tecnologia, fora das dependências do empregador”. O advogado comentou sobre o aumento da produtividade. “Pesquisas apontam crescimento na produção, em função do ganho de qualidade de vida, já que o funcionário deixou, por exemplo, de perder de três a quatro horas no trânsito para ir e voltar do trabalho”, informou.

Luciana Slosbergas citou dados de pesquisas referentes às mulheres. “Algumas pesquisas apontam que 48% das mulheres abandonam suas atividades profissionais 12 meses após o parto”, informou a advogada, que acrescentou: “Outros estudos demonstram que 58% das mulheres empreendedoras trabalham em home office, meio que se revela uma forma delas voltarem ao trabalho”.

De acordo com o presidente da Sobratt, muitas empresas, inclusive escritórios de advocacia, estão analisando a possibilidade de manter o teletrabalho adotado provisoriamente e sem planejamento. “Não há hoje uma única sociedade de advogados, seja ela pequena ou grande, que não esteja fazendo uma grande reflexão sobre a possibilidade de implantar definitivamente o teletrabalho em suas atividades”, ressaltou.

Olhar cuidadoso – Luciana Slosbergas opinou sobre a transição do provisório para o permanente. “As empresas que pretendem fazer uso do home office após a pandemia deverão ter um olhar cuidadoso para os seus funcionários e identificar os que realmente são aptos para trabalhar remotamente”, alertou. Em relação às sociedades de advogados, ela falou: “Os escritórios precisam ouvir dos advogados como foi a experiência do teletrabalho”, propôs.

Outro ponto abordado na conversa foi a segurança da informação no teletrabalho. De acordo com Luiz Otávio Camargo Pinto, “para evitar os ciberataques, os colaboradores dos escritórios não poderão usar wi-fi público e deverão adotar medidas como sistemas de back-up e de antivírus permanentemente ativados”.

O advogado também falou que as reuniões não poderão ser exclusivamente virtuais. “Tem que continuar havendo o contato presencial entre os que trabalham numa mesma empresa, embora não será mais necessário que isso ocorra diariamente”, disse.

A respeito da atuação a distância nos tribunais, Luiz Otávio Camargo Pinto afirmou: “Sou a favor do emprego da tecnologia para a realização de sustentações orais, por meio de videoconferência, mas não para as audiências de instrução, possibilidade que precisa ser ainda muito debatida, analisada e amadurecida”.