Terça, 12 Maio 2020 18:12

‘A Agenda 2030 é a nova carta de direitos fundamentais da humanidade’, afirma Paulo Renato Fernandes da Silva

Ao participar, nesta terça-feira (12/5), de uma live no Instagram sobre o tema ‘A Agenda 2030, a pandemia e o cooperativismo no Século XXI’, o presidente da Comissão de Direito Cooperativo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Paulo Renato Fernandes da Silva, afirmou que  “a Agenda 2030 é a nova carta de direitos fundamentais da humanidade”. Também participou do debate a advogada Valéria Tavares de Sant’Anna, presidente da Comissão Temporária de Estudos sobre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável/ONU, criada pelo IAB. A live ficará disponível no site do IAB nesta quarta-feira (13/5).




Valéria Tavares de Sant’Anna explicou que o documento elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) reúne 169 metas e 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). “São cinco as prioridades do Pacto Global estabelecido para promover o alcance das metas e dos objetivos da agenda: as pessoas, o planeta, a prosperidade, a paz e as parcerias, nesta ordem”, relacionou a advogada. Segundo ela, “o objetivo maior é buscar a consciência das pessoas, para que todas tenham responsabilidade por tudo”.

A advogada afirmou que a pandemia promoveu mudanças nas prioridades traçadas pela ONU. “O principal Objetivo de Desenvolvimento Sustentável é o voltado para a educação, mas, neste momento de pandemia, naturalmente, há um foco muito grande no objetivo voltado para o bem-estar e a saúde”, disse. Paulo Renato Fernandes da Silva comentou sobre a harmonia existente, segundo ele, entre os objetivos da Agenda 2030 e o cooperativismo. “Se casam muito bem, pois o cooperativismo visa às pessoas e tem como principal valor o estímulo a ações autônomas que as levem à conquista das suas realizações”, afirmou.

Solidariedade – Valéria Tavares de Sant’Anna falou, também, sobre conquistas traçadas na Agenda 2030 e que, com a pandemia, se revelaram viáveis. “Em pouco tempo de isolamento social, observa-se que alguns objetivos relacionados ao planeta estão sendo atingidos, como a redução da poluição do ar, em razão da interrupção da atividade industrial”, alertou. Sobre a transformação do mundo após a retomada da normalidade, ela disse que ”no pós-pandemia, a solidariedade, o acolhimento, a empatia e o diálogo para a busca do entendimento serão fundamentais”.

Paulo Renato Fernandes também comentou sobre os efeitos da pandemia na humanidade. “A capacidade de transformação humana leva as pessoas, em situações como a de agora, a se rebelar criativamente contra os limites impostos, como, por exemplo, o do isolamento, neste momento”, afirmou.