Sexta, 04 Setembro 2020 11:49

Nota de pesar – Antonio Carlos Flores de Moraes 

O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) manifesta profundo pesar pela morte, aos 73 anos, do consócio Antonio Carlos Flores de Moraes, ocorrida nesta quinta-feira (3/9), em Niterói (RJ). Ele ingressou no IAB em 2001, era conselheiro do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCMRJ) e estava internado desde maio, quando sofreu uma queda em sua residência. Antonio Carlos Flores de Moraes era filho do jurista Evaristo de Moraes Filho – ocupante da cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras, que morreu aos 102 anos, em 2016 –, casado com Renata, pai de Laura, Flávio, Carlos Eduardo e Marcos Evaristo, e avô de Bruno. O corpo será velado neste sábado (5/9), das 12h às 14h, no Cemitério da Penitência, no Caju (RJ), onde será cremado. 
“O IAB está de luto por mais uma perda”, afirmou a presidente nacional, Rita Cortez, que acrescentou: “Deixaremos de contar com as valiosas contribuições doutrinárias de um notável acadêmico do Direito do Trabalho e membro da nossa Comissão de Direito do Trabalho”. A advogada trabalhista disse, ainda: “Ao mesmo tempo em que comemoramos o sucesso do ‘Primeiro seminário virtual sobre os efeitos jurídicos da pandemia no Direito do Trabalho e no Processo do Trabalho - Estudos e reflexões em homenagem a Moema Baptista’, ficamos extremamente tristes com a notícia do falecimento desse grande e honorável sócio”. 

Nascido em 24 de Janeiro de 1947, no Rio de Janeiro (RJ), Antonio Carlos Flores de Moraes formou-se em Direito pela UFRJ, em 1970. Fez doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Salamanca (Espanha). Foi membro do Ministério Público da União junto à Justiça do Trabalho, de 1974 a 1985, e secretário de Fazenda do Município do Rio de Janeiro, de 1986 a 1988, ano em que ingressou no TCMRJ. Lecionou no Departamento de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), de 1988 a 2015.  

Primo de Antonio Carlos Flores de Moraes, o advogado criminalista Renato de Moraes, membro da Comissão de Direito Penal do IAB, disse: “Meu primo Toninho, além de professor, escritor, tricolor e socialista convicto, era, principalmente, um amor”. O presidente da Comissão de Direito do Trabalho, Daniel Apolônio Vieira, também se manifestou: “Numa época em que parece existir uma epidemia de notícias ruins, recebi com grande tristeza a notícia do falecimento do confrade, amigo e professor Antonio Carlos Flores de Moraes, pessoa com quem a vida me deu o privilégio de conviver desde o meu ingresso no IAB”.  

Daniel Apolônio Vieira disse, ainda: “Ele foi grande por onde passou, seja no magistério ou na advocacia pública, sempre se notabilizando pela sua gentileza e inteligência; deixará um legado de respeito, talento e integridade”.