Gestão Rita Cortez

2025/2028

Prioridade na efetivação do direitos indígenas é defendida pelo Instituto dos Advogados

Foto: Juliana Duarte/Fiocruz

Celebrado em 19 de abril, o Dia dos Povos Indígenas reafirma a importância da proteção dos direitos originários, da diversidade cultural e da preservação dos territórios tradicionais no Brasil. Para o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), a data é um momento de reflexão sobre o papel do Estado e das instituições jurídicas na garantia desses direitos, assegurados pela Constituição Federal de 1988.

A Constituição reconhece aos povos indígenas sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, além dos direitos originários sobre as terras que eles tradicionalmente ocupam. Na visão do IAB, é necessidade prioritária preservar a identidade e a existência desses povos, sendo dever da União demarcar, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil possui cerca de 1,7 milhão de indígenas, distribuídos em mais de 300 povos e falantes de mais de 270 línguas. As informações, atualizadas pelo Censo 2022, revelam também a presença significativa dessas populações tanto em áreas rurais quanto urbanas, o que reforça a necessidade de políticas públicas abrangentes.

Apesar dos avanços legais, os desafios permanecem. Relatórios do Conselho Indigenista Missionário indicam a continuidade de conflitos relacionados à terra e à violência contra comunidades indígenas. Em 2022, foram registrados dezenas de casos de invasões possessórias, exploração ilegal de recursos naturais e danos ao patrimônio em territórios indígenas. Ao celebrar o Dia dos Povos Indígenas, o IAB ressalta que o direito à terra está diretamente ligado ao direito à vida, à cultura e à dignidade dessa população.

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