A diretoria do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) marcou presença na 5ª edição da AB2L Lawtech Experience, que começou nesta terça-feira (13/5), no Píer Mauá, no Centro do Rio de Janeiro. Com o tema A odisseia da inovação jurídica, o encontro propõe reflexões sobre os desafios das inovações digitais e o papel das instituições na construção de uma advocacia mais moderna, acessível e conectada às novas demandas da sociedade. O IAB tem um estande aberto ao público no evento e participou ativamente dos debates iniciais com a palestra da 1ª vice-presidente da entidade, Adriana Brasil Guimarães.
No estande, é disponibilizado um QRCode com direcionamento para as redes sociais do IAB. Também estão disponíveis panfletos com informações sobre a entidade, que é a instituição jurídica mais antiga das Américas. Os visitantes que param no local também recebem brindes, como canetas e balas, com a logomarca do Instituto.
No primeiro dia de congresso, estiveram presentes no estande os seguintes membros do IAB: secretário-geral, Bernardo Gicquel; os diretores de Comissões, Amaury Marques; Financeiro, Leandro Schuch; de Apoio Técnico, Luiz Henrique de Oliveira; adjunta de Eventos, Cinthia Polliane; de Publicações, Rogerio Borba; da Câmara de Mediação de Conflitos, Carla Alcofra; o presidente da Comissão de Direito da Infraestrutura, Luiz Fernado Priolli; a presidente e a vice-presidente da Comissão dos Direitos da Mulher, Claudia Jensen e Sonia Klausing, respectivamente; dos consócios João Felippe Barbieri Cysneiros Vianna e Joana Cortez; a presidente da OAB/RJ, Ana Tereza Basilio. e a presidente da OAB/Méier, Gracia Barradas.
Palestra – Entre os destaques da abertura do evento esteve a palestra de Adriana Brasil Guimarães, que defendeu uma reformulação no ensino jurídico durante o painel Educar o advogado do amanhã: formar para a jornada, não para o porto. Ao abordar as transformações tecnológicas e sociais que impactam a advocacia, ela afirmou que “o Direito sempre foi ensinado como se o destino fosse conhecido: formar para um ‘porto seguro’ — a magistratura, o escritório tradicional, a carreira pública”, mas ressaltou que o mundo mudou e que, atualmente, o Direito não tem mais um único porto. “Ele é travessia”, sublinhou.

Adriana Brasil Guimarães
Segundo Guimarães, o foco da formação jurídica deve deixar de ser a simples transmissão de conteúdo para priorizar competências capazes de preparar profissionais para cenários em constante transformação. “Não é ensinar respostas prontas, é desenvolver capacidade de pensar, decidir e evoluir”, destacou. A advogada sustentou que o mercado exige profissionais adaptáveis, interdisciplinares, estratégicos e humanos, aptos a dialogar com tecnologia, economia e dados, além de resolver conflitos de forma prática. Guimarães também enfatizou a necessidade de alfabetização tecnológica na advocacia contemporânea, afirmando que IA, dados e automação “não são o futuro, são o presente”.
Ao tratar do papel das instituições de ensino, ela defendeu “menos aula expositiva, mais participação”, além de maior integração entre teoria e prática. A 1ª vice-presidente do IAB ainda alertou que “se continuarmos formando advogados apenas para um porto, estaremos preparando profissionais para um mundo que não existe mais”. E concluiu: “o futuro do Direito não pertence a quem sabe mais normas, mas a quem melhor sabe lidar com essas normas e com a transformação”.