O prazer em ouvir os ensinamentos sobre o Direito e a história do País foi ressaltado pela presidente nacional do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Rita Cortez, que esteve junto a outros associados da entidade na conferência magna feita pelo senador constituinte Bernardo Cabral na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV). O evento aconteceu no Centro Cultural da FGV, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (27/4).
Protagonista da história constitucional brasileira e relator da Carta Magna, Bernardo Cabral falou sobre as Constituições do Brasil. A aula teve como mediador o professor Rubens Penha Cysne, que dirige a EPGE/FGV. Em sua fala, Cabral, que é membro benemérito do IAB, tratou da evolução legislativa brasileira. “É sempre um prazer ouvi-lo. Sem dúvidas, foi uma homenagem mais que merecida ao nosso senador constituinte, que caminha para comemorar seu centenário”, disse Rita Cortez.

Da esq. para a dir., Bernardo Cabral e Rubens Penha Cysne
Também estiveram no evento o ex-presidente do IAB Técio Lins e Silva; o secretário-geral, Bernardo Gicquel; o presidente da Comissão de Filosofia do Direito, Francisco Amaral, e os consócios Antônio Celso Alves Pereira e Aurélio Wander Bastos.
Biografia – Bernardo Cabral teve em sua responsabilidade a sistematização do anteprojeto e a articulação de consensos para a consolidação do texto final da Constituição de 1988. Sua contribuição, amplamente reconhecida no meio jurídico e político, integra de modo permanente a memória institucional da Constituição Cidadã.
O senador constituinte nasceu em 10 de março de 1932, em Manaus (AM), e se formou em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de atuar como advogado, ele se dedicou amplamente à vida pública, exercendo mandatos legislativos e se consolidando como referência no debate constitucional.
Durante a ditadura militar, foi cassado e sofreu com as restrições políticas impostas nos anos de chumbo. Ainda no período ditatorial, Cabral não se afastou da militância e presidiu o Conselho Federal da OAB no início da década de 1980. À frente da entidade, se posicionou de forma firme na defesa da democracia e do retorno da normalidade institucional, o que o consolidou como uma das figuras centrais do processo de redemocratização do Brasil.