Segunda, 18 Janeiro 2021 19:58

Nota de pesar – Renato de Moraes 

O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) manifesta profundo pesar pela morte, aos 46 anos, do criminalista Renato de Moraes, ocorrida nesta segunda-feira (18/1), no Rio de Janeiro. O advogado ingressou no IAB em 2013 e era membro da Comissão de Direito Penal. “A comunidade jurídica perde um grande defensor da liberdade e um notável criminalista, que tinha a genialidade do clã no DNA e a coragem dos saudosos George Tavares, Heleno Fragoso e Augusto Sussekind, que se notabilizaram na defesa de presos políticos”, afirmou a presidente nacional do IAB, Rita Cortez. Renato de Moraes era filho do criminalista Antonio Evaristo de Moraes Filho e sobrinho do trabalhista Evaristo de Moraes Filho, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), que morreu aos 102 anos, em 2016.  
Formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Renato de Moraes foi diretor de Acompanhamento Legislativo do IAB nas gestões de Técio Lins e Silva. “Era uma das pessoas mais doces e um dos advogados mais competentes que conheci”, disse o ex-presidente. A Sociedade dos Advogados Criminais do Estado do Rio de Janeiro (Sacerj), se manifestou por meio de nota de pesar assinada pelo presidente, Alexandre Dumans, e os membros da Diretoria e do Conselho Consultivo: “Era um profissional completo: orador dotado de formidável eloquência e carisma; escrevia magistral e didaticamente, o fazendo com igual competência tanto em intervenções processuais como em trabalhos científicos, sempre revelando refinada cultura jurídico-penal”. 

Filho e aluno do criminalista, professor e jurista que morreu em 1997, aos 63 anos, Renato de Moraes lançou o livro Antonio Evaristo de Moraes Filho 80 anos — Saudade, em novembro de 2013, junto com seus irmãos Eduardo de Moraes e Antonio Evaristo de Moraes Neto. A obra reúne artigos, discursos, entrevistas e palestras do pai, tratado carinhosamente pelos amigos como Evaristinho. 

Renato de Moraes era sócio do escritório fundado em 1894 por seu avô, o rábula Evaristo de Moraes. Especializado na área criminal, o escritório atuou em casos de grande repercussão nacional, como O crime da Rua Tonelero, Caso Doca Street, Bateau Mouche e a defesa do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello na ação penal que tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi julgada improcedente. Na década de 1980, a banca especializou-se em Direito Penal Econômico.