O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) celebra, nesta sexta-feira (7/8), seus 183 anos de fundação, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos fundamentais e com a difusão do conhecimento jurídico. Fundado em 1843, sob a presidência de Francisco Gê Acaiaba de Montezuma, o Instituto nasceu com o objetivo de organizar a advocacia nacional e criar a Ordem dos Advogados. A entidade se consolidou ao longo de quase dois séculos como referência na luta pelas instituições democráticas e pelo Estado Democrático de Direito.
A história do IAB se confunde com a própria formação do Estado brasileiro. Criado apenas 16 anos após a instituição dos primeiros cursos jurídicos do País, o Instituto passou a reunir os bacharéis em Direito responsáveis por colaborar na elaboração do ordenamento jurídico e na organização legislativa e judiciária do Império. Nesse período, a Casa de Montezuma exerceu papel central na representação da advocacia brasileira e na produção do pensamento jurídico nacional.
O protagonismo do Instituto também foi decisivo para a criação da OAB. Coube ao IAB elaborar o regulamento que possibilitou a instalação da nova entidade e, em 1933, seu então presidente, Levi Carneiro, foi definido o primeiro presidente do Conselho Federal da Ordem. Desde então, o Instituto mantém sua vocação acadêmica, promovendo estudos, pareceres, debates e propostas voltadas ao aperfeiçoamento da legislação e das instituições brasileiras.
Ao longo de sua história, o IAB reuniu alguns dos mais importantes nomes da cultura jurídica nacional, como Teixeira de Freitas, Rui Barbosa e Clóvis Beviláqua. Atualmente, a entidade continua sendo um espaço permanente de reflexão sobre os grandes temas nacionais, estimulando a pesquisa, a produção intelectual e o diálogo entre juristas de diferentes áreas do conhecimento.
Entre suas atividades estão a realização de sessões plenárias, emissão de pareceres, promoção de eventos científicos e manutenção da Biblioteca Daniel Aarão Reis, do arquivo histórico e do Centro de Memória, preservando um patrimônio documental que acompanha a evolução do Direito brasileiro.