Gestão Rita Cortez

2025/2028

Bruna Martins representa a Casa de Montezuma na sessão de abertura do Ano Acadêmico do IHGB

Da esq. para a dir., Bruna Martins, Victorino Chermont e Anderson Pedroso

A presidente da Comissão de História, Sociologia e Antropologia do Direito do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Bruna Martins, representou a entidade na sessão de abertura do Ano Acadêmico de 2026, no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Realizado na Sala Pedro Calmon, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (18/3), o evento é uma tradição solene que marca o início das atividades anuais da instituição mais antiga de preservação da memória histórica e geográfica do Brasil.

Bruna Martins destacou que a presença da Casa de Montezuma na solenidade de uma instituição irmã reafirma o compromisso comum com a reflexão qualificada sobre os destinos do País. “Se a cerimônia de abertura é o prenúncio do que virá, sabemos que será um ano particularmente promissor para o IHGB e para todos aqueles que acreditam na força das ideias como instrumento de compreensão e aperfeiçoamento da vida pública. Instituições como o IAB e o IHGB não são apenas guardiãs do passado; são faróis que nos orientam também no tempo presente”, disse a advogada.

A cerimônia foi conduzida pelo presidente do IHGB, Victorino Chermont, e reuniu autoridades, acadêmicos e convidados em um encontro marcado por reflexões sobre o cenário brasileiro contemporâneo. Entre os presentes estavam o presidente de honra do IHGB, Arno Wehling; o senador constituinte e membro benemérito do IAB Bernardo Cabral; o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), padre Anderson Pedroso; a cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, Gabriela Soares de Albergaria, e o presidente do IHGB do Espírito Santo, Getúlio Pereira das Neves.

Da esq. para a dir., Antonio Celso, Bruna Martins e Bernardo Cabral

O cientista político Christian Lynch, sócio titular do Instituto, foi o responsável pela conferência de abertura do evento. Ele abordou o tema O Brasil no mundo/O mundo no Brasil numa era de incertezas e examinou o momento histórico atual, marcado por transformações geopolíticas, polarização intensa e desafios às democracias liberais. Lynch levantou uma questão central: a necessidade de saber se a democracia, tal como a conhecemos, será capaz de sobreviver a um período de polarização aguda, como ocorreu em diversos países na década de 1930, ou se conseguirá produzir, a partir de suas próprias instituições, as adaptações necessárias à sua preservação.

Christian Lynch

O conferencista observou que a história não se repete mecanicamente, mas oferece analogias em momentos de inflexão, nos quais uma ordem cosmopolita pode gerar, simultaneamente, respostas autoritárias à direita e projetos revolucionários à esquerda. Lynch destacou que as ordens políticas não sobrevivem por permanecerem imóveis, mas por sua capacidade de ajustar-se às circunstâncias, incorporando novas demandas sem renunciar aos princípios que lhes dão identidade.

Ao encerrar, Victorino Chermont classificou a conferência como uma “verdadeira aula magna”, ressaltando a profundidade das reflexões apresentadas e a pertinência do debate para a compreensão do momento histórico atual.

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