A 2ª vice-presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Ana Amélia Menna Barreto, esteve presente no primeiro dia da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Realizado na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), nesta segunda-feira (27/7), o evento foi marcado por um ato público contra o feminicídio.
A mobilização também contou com a presença do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves; da primeira-dama Fernanda Neves; das ministras da Mulher e do Supremo Tribunal Federal (STF), Márcia Lopes e Cármen Lúcia, que é consócia do IAB, assim como a advogada Fernanda Pimentel; além de pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições científicas em uma manifestação em defesa da vida das mulheres e do fortalecimento de políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero.

Da esq. para a dir., Márcia Lopes, Fernanda Pimentel e Ana Amélia Menna Barreto
A ministra do STF, Cármen Lúcia, participou da mesa sobre “Enfrentamento às violências de gênero e os desafios cotidianos”, na qual defendeu o fortalecimento da igualdade entre homens e mulheres, destacou a importância da participação feminina na democracia e ressaltou que a efetivação dos direitos das mulheres depende da transformação das garantias constitucionais em igualdade concreta no cotidiano.
“A Constituição brasileira assegura a igualdade entre homens e mulheres. Nosso desafio é transformar esse princípio em realidade. Não basta que a igualdade esteja prevista na lei. É preciso que ela seja vivida no dia a dia, dentro de casa, no mercado de trabalho, na política e em todos os espaços da sociedade”, disse a ministra.
Cármen Lúcia lembrou que mulheres conquistaram o direito ao voto, ampliaram a participação na vida pública e seguem ocupando espaços fundamentais para a democracia, mas ainda enfrentam diferentes formas de violência e discriminação: “Superar essa realidade exige o compromisso de toda a sociedade, com a corresponsabilidade entre homens e mulheres e o fortalecimento de políticas que garantam respeito, dignidade e igualdade de oportunidades”, explicou.