A morte do jurista João Mauricio Leitão Adeodato, que ocorreu nesta terça-feira (19/5), foi lamentada durante a sessão plenária do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Com 70 anos, ele era membro da entidade desde 1999 e compunha a Comissão de Propriedade Intelectual. A iniciativa da homenagem partiu do diretor de Publicações, Rogério Borba, e da presidente da Comissão de História, Sociologia e Antropologia do Direito, Bruna Martins.
João Mauricio Leitão Adeodato foi um dos mais influentes juristas e filósofos do Direito do Brasil, reconhecido internacionalmente como a maior referência do país em retórica jurídica. Ao longo de sua carreira, Adeodato se consolidou como um pilar acadêmico, tendo sido nomeado em 2025 para o Centro de Estudos Constitucionais do Supremo Tribunal Federal (STF) e agraciado em 2026 com o título de Professor Emérito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Rogério Borba
“Ele foi mestre diretamente de muitos, mas indiretamente de todos porque era a grande referência da Filosofia do Direito no País e no mundo. O professor Adeodato foi um dos primeiros a trazer ao Brasil um estudo sério da filósofa Hannah Arendt, além de ter marcado de forma indelével a academia brasileira. Nós não estaríamos no nível de pesquisa que temos hoje no País se não fosse ele”, disse Rogério Borba.
Adeodato nasceu em Belo Horizonte, mas se mudou na infância para Olinda (PE) e começou sua trajetória jurídica na tradicional Faculdade de Direito do Recife (FDR-UFPE). Lá, ele se aposentou como professor titular da disciplina Introdução ao Estudo do Direito. O consócio também era mestre, doutor e livre-docente em Filosofia do Direito pela Universidade de São Paulo (USP).