Gestão Rita Cortez

2025/2028

Teor crítico e profundidade compõem Manual de História do Direito, lançado no IAB

Da esq. para a dir., Edson Alvisi, Bruna Martins, Aloysio Martins, Marcia Dinis e Renan Aguiar

Matéria ausente em alguns cursos de graduação em Direito, a historiografia da área tem sua importância destacada e explicada no Manual de História do Direito, que se tornou um sucesso entre estudantes e profissionais. A profundidade e o teor crítico do conteúdo levaram a obra à sua 11ª edição, que foi lançada no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) nesta quinta-feira (9/4). “Sabemos que um livro com esse propósito está em constante transformação, se adequando ao debate contemporâneo da área”, comentou o coautor Renan Aguiar, que é professor adjunto da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A obra apresenta, com profundidade e didatismo, os temas essenciais do Direito brasileiro, com exemplos que conectam teoria e prática. A nova edição, segundo Renan Aguiar, traz ainda mais conteúdo, construído em parceria com o mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) José Fabio Maciel. Ao iniciar a empreitada, na primeira publicação, os autores não imaginavam alcançar tantos lançamentos e buscavam produzir um guia mais sucinto. “A ideia era tornar o debate sobre a historiografia acessível aos estudantes. Ao longo do tempo, a editora foi solicitando a atualização da obra e nós fomos sugerindo a sua expansão a cada nova edição”, contou Aguiar.

A abertura do evento foi feita pelo diretor Financeiro Adjunto do IAB, Aloysio Martins, que festejou o sucesso da publicação. “É um best-seller que mostra o compromisso com a defesa do ensino da história jurídica e das ciências sociais ligadas ao Direito. Estamos diante de conteúdo rico que coloca o Direito como uma ciência humana cercada de outros saberes interdisciplinares”, disse o advogado.

O lançamento, promovido pelo projeto Saindo do Prelo, também foi celebrado pela diretora Cultural e de Atividades Artísticas do IAB, Marcia Dinis, que definiu o livro como um conteúdo essencial para o ensino universitário. “Essa obra leva aos alunos uma perspectiva fundamental para a prática jurídica. Estão incompletos os profissionais que não conhecem a nossa história, a origem das instituições, não sabem como lidar com as transformações sociais e como manter um olhar interdisciplinar sobre o universo do Direito”, destacou.

Professor titular da UFF, Edson Alvisi lembrou que a memória historiográfica é parte vital da democracia, sem deixar de apontar que seu desvirtuamento tem sido usado como estratégia de manipulação social. “O livro esclarece pontos-chave da trajetória do Direito brasileiro, que é um processo constante. A história é um ato contextualizado, recortado na sua época e em seus elementos, mas existe uma continuidade de metodologias que deve ser seguida sempre”, afirmou o docente.

A questão também foi comentada pela presidente da Comissão de História, Sociologia e Antropologia do Direito do IAB, Bruna Martins, cuja fala destacou que essa área de conhecimento é alvo constante de uma disputa de narrativas: “Por isso reivindicamos o estudo de uma história crítica dentro dos nossos cursos de Direito. Sem ela, estamos abrindo mão do pensamento crítico e de ter ferramentas para repensar nosso País e a necessidade de fortalecimento das instituições”.

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