A presença feminina como fundamental para humanizar as decisões judiciais e garantir que direitos específicos de gênero sejam efetivamente aplicados foi defendida pela presidente nacional do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Rita Cortez. A posição foi firmada durante a participação dela no evento Mulheres na construção da jurisprudência trabalhista, promovido pela OAB/RJ na última terça-feira (24/3).
“Quem provoca a jurisprudência são os advogados. Se hoje conseguimos ter julgamentos com a perspectiva de gênero é porque provocamos as instâncias de poder. Já progredimos muito, mas temos que continuar lutando para firmar entendimentos seja na questão da maternidade, dos tipos de assédio e das outras questões que nos são sensíveis”, afirmou Rita Cortez.

Da esq. para a dir., Rita Cortez, Elaine Molinaro e Ana Tereza Basilio
Durante o debate, foi ressaltado o papel feminino na sustentação de teses que desafiam desigualdades históricas. As palestrantes pontuaram como a adoção de uma perspectiva de gênero influencia o entendimento em casos de assédio moral e sexual, violência no ambiente de trabalho e discriminação remuneratória.
O evento foi conduzido pela presidente da OAB/RJ, Ana Tereza Basilio, e também teve a participação da diretora da Associação Brasileira de Advogados – Rio de Janeiro (ABA/RJ), Elaine Molinaro; a vice-presidente da Comissão de Políticas Públicas para Mulheres da OAB/RJ, Erica Arruda, e a presidente da Comissão de Processo do Trabalho da ABA/RJ, Sandra Morais.