Quinta, 19 Novembro 2020 20:28

Caarj tentará obter no Instituto Butantan um lote da vacina para a advocacia fluminense 

Em live com a presidente nacional do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Rita Cortez, na tarde desta quinta-feira (19/11), no canal da Caarj no YouTube, o presidente da Caixa de Assistência da Advocacia do Estado do Rio de Janeiro (Caarj), Ricardo Menezes, disse que a entidade pleiteará um lote da vacina contra a Covid-19 junto ao Instituto Butantan. “Irei a São Paulo na próxima semana, com o objetivo de conseguir alguma quantidade de doses para a advocacia fluminense”, informou. Rita Cortez aplaudiu a inciativa e complementou: “Precisamos cuidar dos nossos advogados”. Nesta quinta-feira, o governo de São Paulo recebeu as 120 mil primeiras doses da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. 
A quantidade inicial de doses faz parte de um lote de seis milhões que deverá chegar até o fim de dezembro deste ano. “Conseguimos com o Instituto Butantan 20 mil doses de vacina contra a gripe, que ainda estão sendo aplicadas na capital e no interior do estado”, disse Ricardo Menezes, ao comentar a boa relação da Caarj com o centro de pesquisa biológica. O bate-papo com Rita Cortez ocorreu na live sobre ‘Saúde da advocacia - diagnóstico e atuação conjunta’. Os advogados trataram dos problemas enfrentados na pandemia pela população e, particularmente, a categoria. 

“A defesa da saúde foi deixada em segundo plano, por conta de disputas políticas, a ponto de haver hoje uma politização a respeito da aplicação compulsória da vacina”, criticou a presidente nacional do IAB. De acordo com a advogada trabalhista, grande parte da classe vem passando por um processo de empobrecimento. “A advocacia está sendo seriamente afetada por uma série de situações, algumas antigas e outras novas, como o amplo uso da tecnologia”, disse Rita Cortez. 

A advogada trabalhista comentou o largo emprego das plataformas digitais: “É uma inovação que se tornou necessária, mas que tem afastado muitos advogados do exercício da profissão, por serem de idade avançada e não estarem acostumados com o mundo digital ou por não reunirem condições econômicas para investir nas novas tecnologias para trabalhar em home office”. 

Equilíbrio – Rita Cortez se disse favorável ao equilíbrio entre julgamentos virtuais e presenciais. De acordo com ela, “os novos instrumentos têm que ser usados moderadamente, porque nem todos os julgamentos podem ser feitos virtualmente, embora uma parte significativa da magistratura já esteja se inclinando à manutenção das videoconferências, mesmo após a pandemia”. 

Ricardo Menezes falou sobre as medidas tomadas pela Caarj para atender à advocacia na pandemia. Segundo ele, foram distribuídas, com o apoio da OAB Nacional, 7.690 cestas básicas e prestados 1.583 atendimentos psicológicos a distância. “O trabalho em domicílio por um longo período tem aumentado significativamente os casos de transtornos psicológicos”, disse. 

Ele informou, ainda, que a Caarj tem atuado na agilização de internações hospitalares e transferências, e promovido programas de estímulo à realização de atividades físicas e à prática de alimentação saudável, além de descontos em farmácias conveniadas.