Gestão Rita Cortez

2025/2028

Dia da Igualdade Feminina comemora o direito ao voto, mas paridade de gênero ainda está longe

A escolha do dia 26 de agosto para ser o Dia Internacional da Igualdade Feminina é uma alusão à 19ª emenda constitucional dos Estados Unidos, que garantiu às mulheres do país o direito ao voto, em 1920. Essa emenda influenciou o movimento pelo direito feminino ao voto em todo o mundo. As mulheres brasileiras puderam votar a partir do Código Eleitoral de 1932.

Apesar dos mais de 90 anos do direito ao voto e de serem a maioria dos eleitores, as mulheres têm pouca representatividade no Brasil. Elas compõem a maioria dos eleitores brasileiros − mais de 52% −, porém, os homens ocupam a maior parte dos cargos eletivos. A participação feminina ainda é muito pequena comparativamente aos demais países do mundo. Nossa posição é a segunda menor na América Latina.

Segundo o Relatório Global de Desigualdade de Gênero de 2022, do Fórum Econômico Mundial, serão necessários mais de 132 anos para que se alcance a paridade de gênero. Esse relatório compara o estado atual e a evolução da igualdade de gênero em 146 países, analisando quatro dimensões principais: participação econômica e oportunidade, nível de educação, saúde e sobrevivência, e empoderamento político. O Brasil ocupa o 94º lugar.

O direito feminino ao voto é um marco histórico na luta pela participação política das mulheres e pela igualdade de gênero, uma pauta que permanece atual no Brasil e no mundo, apesar das conquistas já alcançadas pelas mulheres nas diferentes esferas da sociedade.

 

 

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